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A censura de livros e controle de internet.

Existe uma assunto no ar e que não é absolutamente novo: "censura a livros". E assim como nas outras oportunidades, há muita gente a favor. Censura é um ato pérfido, covarde e desesperado. Ponto. Toda vez em que você se deparar com censura, se pergunte por quem ela foi criada e para "defender" quem.


Sim, a questão da idade de quem tem acesso ao material precisa ser abordada. Existem conteúdos que não são para crianças e isso deve ficar fora da questão. Mas isso não é censura, isso é limite. Se o estado diz a você o você pode ou não ler, isso é censura.


Ao longo da história nos deparamos inúmeras vezes com restrição a livros e das mais diversas formas. Livros foram escondidos, proibidos e até queimados. Livros contêm conhecimento e conhecimento é poder. Quando alguém te retira acesso a livros ele retira seu poder.


Todo movimento de censura é sintomático na medida em que é prenúncio e imagem de algo maior. Um outro adulto em posição de te tomar algo é sempre um quadro assustador. Há uma parcela de psicopatia aí. "Eu não quero e não permito que você leia algo baseado em meus critérios". Isso é CONTROLE.


A questão vem se estendendo cada vez mais para a Internet. O que pode ou não ser postado, o que deve ou não ser controlado. Para mim a responsabilidade individual deve ser considerada, evidentemente, a liberdade tem um preço, mas preveni-la baseada em um suposto bem comum avaliado por um grupinho de pessoas específico, não passa de um truque.


A internet deu voz a todos. Pessoas boas e pessoas ruins. Pessoas capacitadas e incapacitadas. Preparadas e despreparadas. Mas a questão é...quem vai separar um de outro? O "bom senso"? Qual? O meu ou o seu? A liberdade tem um preço. Estamos dispostos a suportá-lo? Existem alguns países que já possuem a Internet quase que totalmente regulada. Tais nações estão longe de serem as desejadas para se viver pois possuem forte controle estatal sobre a vida das pessoas nos mais variados aspectos de suas existências.


A censura é uma busca direta por controle e manutenção de poder. É a retirada ou o cerceamento da individualidade. Todos desejamos ler o que quisermos e postar o que quisermos. Sempre haverá mentiras, fake news, mas hey...todas as redes sociais vivem de mentiras, não? Apenas as convenientes podem ser permitidas, não é mesmo?


Essa proposta de censura a livros, de "atualização" ou revisão de livros clássicos, sugerindo anacronismo, esse papo furado de que é tudo para o nosso bem é uma conversa mole que não engana nenhuma pessoa minimamente esclarecida. De fato, tudo nasce da mesma fonte.


Jamais aceitarei a censura como um processo normal e saudável, toda a história da humanidade nos mostra o contrário. O combate às fake news não justifica a medida que se propõe, e no que tange aos livros, fica ainda pior. Adultos devem poder ter acesso ao que leêm independente de que seja.


A prerrogativa de regulamentação sobre o que pode ou não ser dito ou visto é extremamente perigosa e difícil de se sanear após imposta. Os livros devem ser apresentados e lidos como foram escritos e o leitor deve inserir e compreender o contexto histórico com sua realidade temporal.


O assunto desperta paixões políticas e ideológicas que costumam nublar o óbvio. O fato elementar que algo está sendo tirado de nós à revelia de nossa vontade ou permissão. Depois dirão que "foi para o nosso bem". Há 1000 era assim e hoje também o será.

 
 
 

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